Pr. Ronaldo de Oliveira e Prof. Rose

Pregando a palavra para crianças

Raquel Arrais

Fazer um sermão e apresentá-lo com entusiasmo perante uma igreja não é nenhuma novidade para pastores. Afinal, eles costumam pregar varias vezes por semana e sob certo aspecto, eles são conhecidos como os profissionais da pregação. Porém pregar um sermão que seja atrativo e que atenda as necessidades das crianças da igreja, tem sido o grande desafio para muitos deles. Mas, não são as crianças parte do rebanho que o Senhor nos confiou para cuidar e alimentar?
O que havia na pregação de Jesus que quando ele falava as crianças corriam para escutá-lo e mesmo que o sermão demorasse, elas nem percebiam o tempo passar? Que atrativos havia em Sua mensagem que era capaz de levar um garoto a esquecer de lanche preparado pela mãe quando sentisse fome?
O direito universal da criança afirma que toda criança tem o direito à comida, roupa, educação e saúde. No entanto, que direitos tem as crianças no contexto da igreja? Sabemos que elas têm necessidades espirituais e que a igreja tem um papel a desempenhar em seu favor. Agora, como estamos suprindo tais necessidades?

A igreja atem vários programas voltados para elas, tais como: escola sabatina, desbravadores, escola cristã de férias, classes bíblicas e outras atividades. Porém, se pararmos para pensar na influência e poder da pregação na vida delas, concluiremos que pouco benefício elas estão recebendo. Para suprir esta carência de nutrição direcionada para as crianças, a igreja incluiu no momento do culto a adoração infantil. Contudo, este esforço litúrgico não substitui a tarefa dos líderes espirituais de prover suficiente nutrição para todas as faixas etárias da igreja através da pregação.

Por que os pregadores possuem certa limitação neste sentido? Gostaria de compartilhar algumas sugestões que podem ajudar os pregadores a melhorar o aproveitamento das mensagens por parte das crianças de nossa igreja.

Evite sermões longos. Quando a mensagem é longa, mesmo que seja direcionada para as crianças e possua uma linguagem adequada, elas assimilarão muito pouco. As crianças possuem uma capacidade de concentração bastante reduzida. Evitando sermões longos contribuiremos para a reverência e promoveremos melhores resultados na retenção do aprendizado. No livro Orientação da Criança, página 495, Ellen White comenta: “Aqueles que dão instruções à infância deve evitar observações enfadonhas, falar com brevidade, indo direto ao ponto, terá uma feliz influência”.

Use palavras simples e contextualizadas. Crianças e adultos preferem uma linguagem simples quando se apresenta as verdades bíblicas. Não complique. Pratique o método de Cristo, torne o difícil, fácil de ser compreendido.

Apresente ilustrações atrativas. Crianças apreciam ilustrações onde elas se identifiquem com a história ou com os personagens. Esse é um método que funciona em qualquer situação, além de chamar a atenção delas para o assunto.

Inclua as crianças nas boas vindas e orações: esse detalhe é importante, porém poucos realmente praticam. O fato de incluirmos as crianças nas orações e no momento de boas-vindas, dá a elas o sentido de inclusão.

Apresente lições espirituais para a vida delas: Aproveite os rituais e as cerimônias da igreja, como o batismo, a ceia do Senhor, além das celebrações como o Natal, a Páscoa e outras para comunicar lições espirituais. Lembre-se de que todo culto, há crianças prontas para aceitar Jesus e, uma palavra direta e pessoal para elas, causa um grande impacto.

Pastores, professores e líderes, podem nunca alcançar a perfeição nesse assunto, mas podem facilitar e encurtar o caminho do amor de Deus para o coração de muitas crianças.

17 maneiras para estimular a leitura

Sandra Byrd
1. Visitar a biblioteca
2. Assistir a filmes clássicos
3. Criar um local apropriado para a leitura
4. Ouvir livros em edição gravada
5. Encenar histórias
6. Ser um exemplo de leitura
7. Pedir a seu filho para fazer um registro de seus pensamentos e lê-los posteriormente
8. Ler em voz alta um capítulo de um livro clássico
9. Fazer assinatura de revistas para as crianças
10. Ajudar seu filho a escrever e ilustrar seu próprio livro.
11. Aceitar livros em quadrinhos
12. Manter silêncio na hora da leitura
13. Buscar interesses especiais por meio da leitura
14. Comparecer ao lançamento de um livro
15. Dividir livros longos em partes para a leitura
16. Visitar livrarias
17. Ler livros em série

Perguntas e respostas
1. Por meses temos trabalhado na leitura e, mesmo assim nossa filha ainda se interessou. No que estamos errando?
A Dra. Mary Manz Simon, educadora infantil, diz: “O erro mais comum que os pais cometem é esperar que o hábito da leitura ocorra da noite para o dia. Até que a criança esteja realmente pronta, isso não ocorrerá.
“Outro erro comum é gastar dinheiro em recursos auxiliares para leitura. Poupe seu dinheiro! Antes, leia as manchetes do jornal diário. Dê à criança um lápis de cor para fazer um círculo na palavra “Deus” todas as vezes que a encontrar no informativo da igreja. No aniversário ou no Natal, dê-lhe de presente a assinatura de alguma revista infantil, como por exemplo Nosso Amiguinho. Ajude sua filha a ler o verso da caixa de cereais. Tudo isso é leitura e excelentes ferramentas”.

2. Não importa que livro eu escolha, meu filho diz que ele é “chato”.
Tenha paciência e esteja disposto a permitir que seu filho escolha seu material de leitura. Não pude acreditar quando meu próprio filho, que dias antes havia dito que a leitura era algo ‘chato’ e perda de tempo”, sentou-se mais de uma hora para ler livros de excelente qualidade.

3. Os filhos de minha vizinha lêem muito, mas ela disse que teve de vender sua televisão a fim de que eles cooperassem. Deveria vender também a minha televisão?
Não há problema em assistir à televisão de forma equilibrada. Mary Leonhardt faz a seguinte sugestão: “Limite o local de assistir televisão à sala. A televisão na cozinha ou no quarto da criança toma-a muito acessível. Evite a TV a cabo. Com menos possibilidades de escolha seu filho verá na leitura uma opção mais apelativa”.

4. como posso separar mais tempo para leitura em nosso dia mundo ataferado?
Você não precisa de mais tempo, apenas reorganizar as atividades diárias de incluir a leitura. Meu filho pede para ler a lista de compras de supermercado e risca os itens que colocamos no carrinho. Uma amiga pede para seis filhos fazerem uma pesquisa a respeito do local onde irão tirar férias – atrações turísticas, hotéis, etc. As crianças gostam muito de receber cartas e também são motivadas a lerem revistas em quadrinhos. À noite, elas podem ler uma página de um livro e você outra.

Peça a vários amigos e parentes para escrevem cartas para seu filho. Sugira a seu filho para enviar uma mensagem em “código secreto” a um amigo e então o ajude a desenvolver um código simples e a escrever as cartas. Coloque bilhetinhos na sua lancheira. Tudo isso toma a leitura divertida, proveitosa e estimulante.

Crescendo com Deus

Marlene LeFever

Um guia para fortalecer a fé de seu filho ano a ano

Alicia, 4 anos, cometeu um pequeno erro ao dizer seu verso áureo: “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha riso* eterno”. Com um largo sorriso sua mãe não a corrigiu. Era exatamente assim que ela desejava que a Alícia se sentisse a respeito de Jesus.
Desde os primeiros dias de vida, desejamos que nossos filhos conheçam a alegria de aprenderem a respeito de Jesus. Mas quanto uma criança pode realmente compreender sobre Deus? E como isso muda à medida que crescem? A fim de ajudar nossos filhos a desenvolverem a fé que levarão para a vida adulta, é essencial que atuemos em cada estágio de seu desenvolvimento.

Um início sólido:
Do nascimento até dois anos de idade.

Mesmo estes primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento espiritual de seu filho. Como pais, vocês estão sempre presentes, prontos para alimentar seu bebê que está faminto, para brincar com ele quando acorda, niná-lo para dormir. Por meio dessa experiência, a criança desenvolve o fundamento para o amor e a confiança em você que posteriormente a levará a confiar em Deus.
As crianças com menos de 2 anos aprendem pela imitação. Quando você ora com seu bebê, ela irá unir as mãos e tentar copiar a linguagem e o tom de suas orações. Essas atividades finalmente irão ajudar a criança a compreender o conceito de ter relacionamento com Deus.
As crianças têm pela primeira vez consciência de Deus por volta dos 2 anos. As imagens de Deus que elas desenvolvem agora são cruciais para seu conceito futuro de quem é Deus. Você pode ajudar a moldar sua idéia de Deus ao falar do Seu amor e bondade. Você pode assegurar a seu filho que podemos confiar em Deus que cuida de nós.
Esta é também uma grande oportunidade para empregar a curiosidade natural de seu filho como trampolim para falar a respeito do poder e da criatividade de Deus. Fale de Deus como o Criador enquanto caminham pela natureza, quando lêem material pertinente ou quando visitam o zoológico.

Verdade Bíblicas do Nascimento até os dois anos:
• Deus criou todas as coisas.
• Deus me ama e cuida de mim.
• Jesus, o Filho de Deus, me ama

*a menina confundiu a palavra everlasting (eterna) com laughing (riso).

Explosão do aprendizado:
Dos 3 aos 4 anos

Neste estágio, a criança muitas vezes expressará seus pensamentos e sentimentos durante os momentos em que está brincando. À medida que seu filho aprende mais a respeito do amor de Deus, desejará mostrar-Lhe amor em troca. Ele faz isso por meio de hinos e orações simples.
Este é também o estágio de rápido desenvolvimento mental. Entre os 3 e os 10 anos, o nível de atividade do cérebro de seu filho é cerca de 225% maior do que a do cérebro adulto.
Com essa capacidade mental em expansão, vem uma melhor compreensão do certo e do errado. Assim, enquanto seu filho aprende as verdades bíblicas como amar aos outros, respeitar os pais, pode começar a aplicar essas verdades e pô-las em ação. Este é um momento excelente para conversar com seu filho sobre a consciência. Explique que ela é um meio de Deus conversar conosco. Quando nossa consciência nos diz que algo está errado, necessitamos ouvi-la.

Verdades bíblicas para crianças de 3 e 4 anos:
• A bíblia me fala sobre o amor de Deus e de Seu Filho, Jesus.
• Posso ouvir a história bíblica e aprender versos bíblicos.
• Estou começando a entender que a bíblia é a Palavra de Deus.
• Sei que Jesus fica triste quando faço algo que não deveria fazer.

Um filho de Deus:
Dos 5 aos 6 anos

Nesta idade, muitas crianças criadas em lares cristãos estão prontas para pedir a Jesus para ser seu Amigo por toda a vida. Embora esse seja um período emocionante para os pais, é importante que as crianças tomem sua própria decisão. Sharon, mãe de gêmeos de 6 anos diz: “Eles estão começando a fazer perguntas a respeito do pecado e da morte de Jesus na cruz. Mas ainda não fizeram qualquer decisão”, ela diz. “Não os estou forçando. Desejo que a decisão seja feitas pelos motivos certos, não porque queiram me agradar”.
Quando seu filho completa 6 anos, ele começa a perceber que as histórias bíblicas e os hinos de fato se relacionam com sua identidade como cristão. Você pode usar símbolos simples como ferramentas de ensino. Por exemplo, coloque uma cadeira e um prato a mais na mesa e explique que é para Jesus que está o tempo todo com você, mesmo que não possa vê-lo.

Verdades bíblicas para crianças de 5 a 6 anos de idade:
• Jesus ama a todos e este é o motivo porque veio à Tera.
• Sei que é Deus, do que Ele gosta e o Ele fez por mim.
• Posso conversar com Deus em todos os lugares e em qualquer momento.
• Sei que as pessoas dos tempos bíblicos amavam a Deus e Serviam-No. Sei como posso amá-lo e servi-lo hoje.

Prontas para testemunhar:
Dos 7 aos 8 anos

Uma vez que seu filho atinge essa idade as perguntas começam a serem mais difíceis: Se a menina na história esta morta, por que Jesus mentiu e disse que estava apenas dormindo? Porque você disse para o policial que não sabia que havia uma placa de pare ali?
Quando seu filho faz esse tipo de perguntas, não se preocupe. As perguntas e dúvidas indicam que seu filho está amadurecendo e aprendendo a buscar suas próprias respostas. Quando ele descobre essas respostas – ao pesquisar as Escrituras ou conversar com você – ele estará equipado melhor para seguir a Deus por conta própria em vez de simplesmente seguir seu exemplo.
Nesta idade, as crianças começam a perceber que Deus pode usá-las para realizar Sua obra. Por exemplo, quando um menino de 8 anos colocou os R$ 20,00 que havia ganhado de aniversário no recipiente das ofertas a professora questionou-o: Você sabe quanto vale esse dinheiro? Você sabe que não poderá pegá-lo de volta? O menino ficou surpreso de que a professora tenha questionado a sua oferta. “Claro que eu quero dar tudo” ele respondeu. “O missionário que visitou nossa classe necessita dele para a compra do computador que ele mencionou para nós”.
Incentive seu filho a empregar suas capacidade especiais para servir a Deus e às pessoas ao seu redor.

Verdades bíblicas para crianças de 7 a 8 anos:
• A bíblia é a verdade de Deus para mim.
• A morte e a ressurreição de Jesus fazem diferença para mim.
• Os Dez Mandamentos são difíceis de serem obedecidos. Necessito da ajuda de Jesus.
• O mundo é muito grande e Deus está trabalhando no mundo inteiro.

Cave fundo:
Dos 9 aos 10 anos

Obviamente, os pais ficam felizes quando seus filhos respondem corretamente às perguntas espirituais. Mas é importante encorajá-los a cavarem mais fundo e a atacar as questões espirituais.
Se o seu filho não faz perguntas difíceis, faça-as você. Certa mãe fez isso com sua filha.
Tina Reiman diz: “Quando conversávamos a respeito dos pecados de Davi – adultério e assassinato – eu perguntei a meus filhos por que Deus tirou o reino do rei Saul e não o tirou de Davi? Então, consideramos a forma como Davi e Saul reagiram quando seu pecado foi revelado. Isto nos deu a possibilidade de contrastar o verdadeiro arrependimento com um mero remorso”.
Faça perguntas que levem seu filho a pensar profundamente. Assim como o exercício físico desenvolve os atletas, a atividade espiritual irá formar discípulos.

Verdade bíblicas para crianças de 9 a 10 anos:
• A bíblia define o certo e o errado e sou responsável por escolher o que é certo.
• A salvação é para mim e para todas as pessoas que confiam em Jesus.
• A bíblia é o grande quadro de Deus trabalhando com Seu povo, e faço parte desse quadro.

Grandes mudanças:
Dos 11 aos 14 anos

A relativa calma dos 9 aos 10 anos parece se estilhaçar por volta dos 11 anos quando a mente da criança dá um salto gramático do seguir regras concretas para um mundo de infinitas possibilidades. Nesse período seu filho começará a pensar e a fazer perguntas “E se…”; “E se Jesus não tivesse morrido?”; “E se os budistas não estiverem errados?”.
Encoraje os adolescentes a provarem as teorias e a avançarem a níveis mais elevados do pensamento abstrato. Isso lhes permite ver a Deus de uma forma ainda maior. Busquem juntos as respostas para questões difíceis. A pesquisa em si irá mostrar a seu adolescente que a fé é um processo de crescimento e de aprendizagem, até mesmo para os adultos.
Neste estágio, seu filho também começará a lutar com sua própria identidade e onde ele se encaixa neste mundo. Ajude-o a encontrar essa identidade no Senhor. Incentive-o a se unir ao grupo de jovens da igreja ou a um clube cristão na escola. Ajude-o a encontrar cristãos mais velhos que lhe possam servir de conselheiros. Apoie seu interesse nos esforços do trabalho missionário.

Verdades bíblicas para crianças de 11 a 14 anos:
• Ser cristão é parte do que eu sou e as escolhas que faço refletem minha identidade
• A palavra de Deus está repleta de pessoas como eu, que precisaram enfrentar circunstâncias difíceis. Posso buscar na bíblia a solução para os problemas que enfrento.
• Deus deseja que eu O sirva ao servir outras pessoas por meio do serviço voluntário e ação missionária.

À medida que seu filho cresce e se desenvolve, mantenha seus olhos abertos aos indícios de seu avanço na maturidade espiritual.
Um menino de 8 anos e seu pai estavam assistindo a um programa na televisão a respeito do culto. A criança começou a dizer:
– isto não e verdade.
– Como você sabe que é verdade? – o pai perguntou.
– Bem – o menino respondeu – quando você é cristão por tantos anos como eu sou, você sabe o que é certo e o que é errado.
Amém por isto!

Marlene LeFever é diretora de relações da igreja dos Ministérios de Comunicação Cook

 

Lições de amor

Três lições importantes

Outubro de 1999 – por Jason Chatraw

Eis aqui três lições importantes do amor de Deus:

1) Nossa vida não pode refletir o amor de Deus a menos que aprendamos a amar os outros.

Um jovem que se dizia cristão conhecia tudo a respeito de Deus e de Seu plano de salvação para sua vida. Freqüentava a igreja todas as semanas e professava abertamente amar e Jesus na frente de seus colegas de trabalho. Porém, sua religião era apenas de palavras para aqueles que convivam com ele. Sempre que havia problemas no trabalho, ele ficava amargurado e tinha atitude acusatória. Seus colegas não viam nada diferente nele dos demais, salvo por ser um religioso fanático”. Não havia nada especialmente diferente em sua vida além de freqüentar semanalmente a igreja.

Paulo viu o mesmo tipo de atitude entre os cristãos de Corinto, levando-o a enviar-lhes esta advertência: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine”(I Coríntios 13:1).
Nosso jornadear com Cristo não nos distingue se não tivermos amor. Somos apenas um ruído irritante sendo levado pelo vento, incapazes de ministrar o amor de Deus a alguém. Jesus também enfatizou esse ponto: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”(João 13:35).

2) O amor é o laço da união
Quando amamos as pessoas, podemos abrandar seu coração e tocar sua vida de forma ímpar. Mas como o amor nos “mantêm unidos? Quando começamos a amar alguém, desejamos que nosso relacionamento seja “produtivo”, que seja ativo e que se desenvolva. Nunca desejamos que qualquer tipo de confrontação ou mal-entendido interfira no relacionamento, porém se surgir o conflito (e inevitavelmente isso ocorrerá), o coração que ama buscará restaurar o relacionamento o mais breve possível, não importa o quão seriamente tenhamos sido feridos. “Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).
É desta forma que estamos ligados a Deus – por meio da morte e da ressurreição de Seu Filho, Jesus. Deus nos amou tanto a ponto de que quando o pecado entrou no mundo e obstruiu o relacionamento com Ele, em Seu infinito amor, buscou restaurá-lo o mais prontamente possível. O amor de Deus de estende constantemente a nós, buscando levar-nos a profundo relacionamento com Ele e unindo nossa mente, vontade e emoções às Suas. Se Deus não nos amasse, não agiria assim. Mas louvado seja Deus que nos ama a fim de estarmos ligados a Ele por meio desse amor.

3) O amor produz alegria em nossa vida.

Certamente o mundo seria um lugar solitário em o amor de Deus. Sem Deus, não há propósito, sentido ou destino para nossa vida. Ela seria o vácuo – sem qualquer sentido. Vanguearíamos sem destino ao longo da vida, desejando que algo ou alguém nos amasse e nos desse esperança. Muitas pessoas que não descobriram o amor de Deus estão perambulando neste momento em busca do ingrediente faltante para tomar-lhes a vida completa.
Então, o que Deus e Sei amor fazem em nossa vida? Porque Se interessa por nós, Deus deseja que tenhamos propósito, sentido e destino. Quando entendemos o quanto Deus nos ama, passamos a ver a vida sob nova perspectiva. Seu amor nos dá propósito, significado, esperança e destino. E nisso encontramos a alegria. “Como o Pai me amou, também eu vos amei: permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo” (João 15:9-11).

Compreender o amor de Deus por nos é importante. Igualmente importante é que compreendamos porque esse amor é tão vital a nosso crescimento, nosso relacionamento com Deus e nosso testemunho aos outros. São Francisco de Assis compreendeu a importância de amar os outros e ao se empenhar nesse sentido, buscou a ajuda de Deus que dessa forma pôde transformar-lhe o coração.

A família e as crianças

Margarida Sarli

I. Introdução :

Os pais mais do que ninguém podem ajudar seus filhos a adquirem o senso de confiança, amor e preocupação pelo desenvolvimento de sua fé. São os primeiros evangelizadores de seus filhos. Nenhum outro fator influência mais no desenvolvimento da fé que o próprio testemunho de fé na vida dos pais.

II. O que torna a família eficiente em construir fé nas crianças?

1. Cultos familiares bem planejados e atividades com a criança.
2. Pais que compartilham sua fé com as crianças.
3. Pais que dão amor, cuidado e apoio.
4. Pais que colocam limites e exercem controle.

Hoje enfrentamos mais do que nunca problemas de ajustamento, comunicação entre pais e filhos. Ansiedades produzidas por aspirações não alcançadas, decisões e escolhas erradas, dificuldades financeiras, deveres não cumpridos. Problemas de drogas, pressão social, etc. Mas um tempo de crise é também um tempo de oportunidades e desafios.
Os pais podem fazer um bom trabalho contra esta infecção social aumentando social, aumentando o potencial interior de seus filhos.

Estudos feitos têm mostrado que os filhos são grandemente ajudados quando podem contar com cinco grandes fontes de força:

1. Pais compreensivos
2. Família unida, amorosa
3. Princípios morais bem orientados
4. Fé pessoal
5. Atitude de aceitação em relação a receber ajuda.

III. Uma família unida mais aberta é possível quando os pais:

1. Demonstrem amor e afeição um com o outro ao se relacionarem.
2. Comunicar-se bem com os filhos.
3. Ensinam uma vida responsável através de uma disciplina consciente e firme.

IV. Princípios morais são encorajados por pais que:
1. Procuram viver dentro de princípios morais tradicionais.
2. Levam uma vida com senso de responsabilidade pelas necessidades de outros.
3. Ajudam os filhos a interiorizar princípios morais usando explicações razoáveis do que é certo e do que errado.

V. Uma fé pessoal e espontânea é encorajada por pais quando eles próprios:
1. tem uma fé genuína e não moralista e restritiva.
2. Compartilham as suas experiências de fé com os membros da família.
3. Dialogam sobre as escrituras e oram com seus filhos.
4. Vivem fazendo o que é certo, ajudando onde há necessidade.

VI. O apoio para desenvolver pessoas altruístas se torna possível quando os pais estão desejosos de:
1. Aceitar a ajuda de outros.
2. Tornarem-se membros de uma instituição de caridade.
3. Procurar ajuda quando algum filho se envolve em drogas, álcool, atividade sexual, tendências para o suicídio ou outros comportamentos auto-destruitivos de potencial fora de controle.
4. Aprender métodos de disciplinas que são consistentes, firmes e justos. Nossos filhos são propriedades de Deus confiadas a nós.

“Se esperais encontrar Deus em paz, alimentai seu rebanho agora com alimento espiritual; pois cada criança tem a possibilidade de alcançar a vida eterna. Crianças e jovens são o peculiar tesouro de Deus”.

“…Ele preparou-nos um caminho adequado à nossa força e capacidade e, como Jacó, tem caminhado devagar e segundo o passo das crianças e sua capacidade de resistência, a fim de nos entreter pelo conforto de Sua própria companhia, e sermos guia perpétuo. Ele não despreza, nem negligência ou deixa para trás as crianças do rebanho. Não nos pediu que marchássemos avante e as deixássemos atrás. Não tem caminhado tão depressas que os deixasse para trás com o s pequenos. Oh, não! Mas tem aplainado a estrada da vida, mesmo para as crianças. E requer-se dos pais, em Seu nome que as conduzam ao longo do caminho estreito. Deus nos designou uma vereda apropriada à resistência e capacidade das crianças”. O Lar Adventista, págs. 280, 281.

“Na primavera da vida, na fase adulta, ou com fios brancos pelas marcas do tempo…você mulher, é muito importante para Deus!”

7 Segredos para o controle do Estresse

Você se sente como se sua vida e sua agenda estivessem fora do controle? Você não pode eliminar o estresse mais pode controlá-lo. Não é o quanto de estresse você suporta, mas sim como você lida com ele que faz a diferença. Jesus Cristo experimentou estresse e pressões tremendos, com tudo, eles não perturbaram sua paz interior. Apesar das oposições, exigências constantes e escassa privacidade, sua vida refletia uma calma sensação de equilíbrio.
Qual era o seu segredo? Um exame mais profundo do seu estilo de vida revelam sete segredos “demolidores de estresse”.

1. Princípio da identificação
Saiba quem você é! (João 8:12)
Dezoito vezes Jesus se defendeu publicamente. Não havia nenhuma dúvida em sua mente acerca de quem Ele era. Se você estiver inseguro quanto à sua identidade, vai permitir que outros o pressionem para que se enquadrem em seus moldes. Tentar passar por alguém que você noa é, provoca estresse.

2. Dedicação
Saiba a quem você quer agradar! (João 5.:30)
Você não pode agradar a todos. Nem mesmo Deus pode fazê-lo!
No momento em que você dizer o “Grupo A” feliz, o “Grupo B” está aborrecido com você.
Jesus jamais deixou que o medo da rejeição o manipulasse. Ninguém pode pressionar você sem sua permissão.

3. Organização
Estabeleça metas claras! (João 8:14)
Jesus disse: “Eu sei de onde vim e para onde vou”. A preparação evita as pressões, ao passo que a procrastinação as gera. Você trabalha movido ou pela suas prioridades ou pelas pressões.

4. Concentração
Focalize apenas uma coisa de cada vez! (Lucas 4:42-44)
Você não pode perseguir dois coelhos ao mesmo tempo! Jesus sabia como,lidar com as interrupções, sem permitir que o distraíssem do Seu objetivo principal.

5. Delegação
Não tende fazer tudo pessoalmente! (Marcos 3:14)
Ficamos tensos quando sentimos que tudo depende de nós. Jesus convocou 12 discípulos. Não permita o perfeccionismo, ou o temor de que os outros possam fazer um trabalho melhor, o impeça de envolver outras pessoas na realização de uma tarefa.

6. Meditação
Crie o hábito de orar! (Marcos 1:35)
Não importava o quão ocupado Jesus estivesse, Ele encontrava tempo para estar a sós para orar todos os dias. Um “Tempo de quietude” diário é uma grande câmara de descompressão para o estresse. Use este tempo para conversar com Deus sobre suas pressões e problemas. Avalie suas prioridades e descubra as regras para uma vida bem sucedida através da leitura da Bíblia.

7. Relaxe
Separe tempo para curtir a vida! (Marcos 6:30-31)
O equilíbrio é chave para o controle do estresse. O trabalho deve ser dosado com diversão e adoração.

 Caminhos para o equilíbrio

I. Introdução

Dr. César Vasconcelos de Souza
Psiquiatra e Psicoterapeuta

“No Senhor me refugio: como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte?” Salmo 11:1. O Salmista fala de seu conflito emocional. Um “lado” de sua mente confia no Senhor, e o outro o convida a fugir para a montanha. Um diz: fica e confia. O outro diz: foge.

Não são assim nossos conflitos?

O que conflito emocional?

É quando pensamentos e sentimentos negativos estão em sua mente freqüentemente, ameaçando sua segurança interna, seu equilíbrio mental, sua capacidade de se relacionar com as pessoas de trabalho – como a depressão, fobia, alcoolismo, dependência química, transtorno obsessivo-compulsivo, síndrome do pânico, entre outros. Ocorre quando as perdas emocionais são muito dolorosas.

O descontrole emocional ocorre mais em pessoas bem sensíveis, que sofrem mais abalos emocionais diante de certos eventos. Vieram de famílias disfuncionais, problemáticas, onde houve abusos quando crianças:

a) Abuso físico – tapa, beliscão, puxar o cabelo, bater a cabeça dela em algum lugar. A criança sente a dor física e a vergonha dos pais. Passa a sentir que seu corpo não merece ser respeitado, que não tem o direito de se libertar de contatos dolorosos.

b) Abuso sexual – se houve contato sexual por um membro da família, é incesto; se com alguém de fora, diz-se que ela foi sexualmente molestada. Uma criança nunca é parte responsável num abuso sexual praticado nela. O adulto é que está fora do controle.

c) Abuso emocional – o mais comum. Ocorre pelo abuso verbal (gritos, sarcasmo, palavrões, ridicularização, apelidos pejorativos), abuso social (impedir a criança de ter contatos sociais: “Você não pode receber seus amigos”, “desconfie dos estranhos”, fique apenas conosco”), negligência e abandono (falta de carinho físico, de tempo dedicado à criança, de orientação, de informação sexual).

d) Abuso intelectual – ao se atacar ou ridicularizar o pensamento da criança, não permitindo pensar por si própria, não lhe dando apoio quando seu pensamento difere do dos pais. Ocorre com pais rígidos, que não deixam espaço para as idéias dos filhos.

e) Abuso espiritual – quando os pais tomam o lugar de Deus, ou são viciados em religião, exagerados em coisas religiosas, assustando as crianças por gerar nelas medo de Deus castigar, e quando há abuso físico, sexual ou emocional praticado por oficial da igreja.

II. Para readiquirir o controle emocional é importante:
1. Cuidar do físico – exercício, alimentação, respiração, água, sol, descanso, laser, cuidar da aparência;

2. Perceber o descontrole emocional;

3. Responsabilizar-se por buscar caminhos para a cura sem ficar culpando os outros, a Deus ou a si mesmo;

4. Receber apoio emocional (Fil. 4:13 e 14 especialmente o verso 14); verbalizar seus sentimentos, preocupações e defeitos com pessoa confiável – que é a que guarda as confidências, tem consideração positiva (vê o que há de bom na pessoa), tem empatia (importa-se com o sofrimento da pessoa), não julga e não se envolve emocional e sexualmente com a pessoa;

5. Viver um dia de cada vez, recebendo a graça ou energia divina que é dada para cada dia. Ter alvos para o dia; faça uma coisa que não tenha vontade de fazer, faça crendo que Deus está no controle; leia algo proveitoso; não murmure contra ninguém; faça algo somente para você;

6. Confia no Senhor. Pense: fé não é sentimento. Os sentimentos mudam, a fé permanece.

Nossa luta não é somente uma questão relacionada com problemas psicológicos no relacionamento humano. É também entre o ser humano e as “potestades do mal nos lugares celestiais”. A guerra espiritual é real. Os inimigos espirituais procuram produzir doenças, conflitos, dor emocional em nós.

Por isso, cuidado com os sinais que Satanás envia:

a) Dentro de você: pensamentos de desânimo, desesperança, crítica, julgamento, impulsos, lembranças ou recordações;

b) Fora de você: familiar que o perturba, imagens (TV, revistas…) música.

Perdoe quem o feriu ou continua ferindo, colocando sua confiança em Deus, não na pessoa. Não se prenda a métodos humanos convencionais de busca espiritual. O Senhor mesmo o ensinará e guiará (Isaías 28:26 e 30:21), e indicará quem pode ajudá-lo humanamente, se for o caso.

Lembre-se: a cura – ou salvação – é um processo. Leva tempo. Podem ocorrer recaídas.

Mas levante-se, siga a Jesus novamente. Sempre.

“A rede Globo fez uma pesquisa sobre mulheres e foi observado que:

• 74”% das mulheres tem problemas cardíacos,
• 28% das mulheres cozinheiras fumam mais,
• as idosas são as campeãs em colesterol,
• 70% das médicas são estressadas.

“A expressão que uma mulher usa em seu rosto é mais importante que as roupas que veste”
Dale Carnegle

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